Veneza, querida
Sabem aquelas cidades que nos tiram o fôlego no primeiro momento em que pousamos os olhos sobre o que está diante de nós?
Veneza foi assim. Visitei-a a primeira vez em Fevereiro do ano passado, com a minha irmã, numa viagem que fizemos entre Milão-Verona-Veneza.
Lembro-me de sair da estação de comboios - fizemos as viagens entre cidades de comboio - e de arrastar a mala até à primeira ponte que encontrei. O sol começava a fugir por trás dos canais, e fiquei assoberbada com o que vi. Tudo o que já tinha visto e lido acerca de Veneza ficava a um canto com aquilo que era na realidade.
E a aventura começou cedo, quando, carregadas com malas, iniciámos a busca pelo nosso hotel. Calcule-se, entre milhares de pontes, becos sem saída, ruas que inevitavelmente acabavam em água, demorámos algum tempo a chegar ao sítio certo. Tirando isso, também nos safámos às cheias que exigiam bóias para atravessar a praça principal.
De qualquer forma, tivemos alguma sorte com o tempo, não choveu, estava só um frio de rachar.
E tivemos também a sorte de lá estar numa das épocas mais exclusivas: o Carnaval. Em Portugal nunca me suscitou qualquer interesse, mas sonhava há anos com o Carnaval de Veneza.
E se já havia magia suficiente na cidade, então com os espectáculos a que assistimos, foi memorável.
Tudo à nossa volta exagerava nas cores, brilhos, máscaras e sumptuosidade.
Palmilhámos igrejas, ruas e ruelas e nesse estar-perdido-a-passear encontrámos restaurantes deliciosos. Difícil seria encontrar um restaurante mau em Itália. Mas melhor, foram as tentativas frustradas de voltar ao mesmo restaurante. Tentámos, não conseguimos.
E Veneza, apesar de planeada um bocadinho em cima do joelho, trouxe-nos uma das melhores experiências e tivemos dois dias para lá de espectaculares. A cultura, a experiência carnavalesca, a gastronomia, conjugadas todas num só sítio, tornaram esta cidade num dos melhores destinos Italianos. Prometi voltar, e voltei. ❥
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