Nova Iorque: porquê voltar?

by - novembro 20, 2016

Nova Iorque: a cidade que nunca dorme, onde todos os sonhos se concretizam. É mais ou menos isto. Pelo menos posso garantir que me apaixono de cada vez que cruzo a primeira avenida e respiro aquele ambiente. É intocável e voltava uma terceira, quarta ou quinta vezes. Sempre tive expectativas elevadas quanto a este destino, e nunca nunca saí desiludida. E mesmo quem disse que não fazia questão de visitar é hoje um eterno apaixonado.
Foi por impulso de decidi fazer esta viagem e não podia ter feito um melhor investimento nesta fase. 
Porquê voltar? Porque sim parece ser uma resposta mais que adequada, mas trago alguns tópicos que fazem este destino valer mesmo a pena. 

1: Top of the rock (ou qualquer outro prédio) onde podem apreciar uma vista panorâmica de Nova Iorque. Sugestão: optem por um horário em que consigam captar o pôr-do-sol e ao mesmo tempo as luzes da cidade a acender. Tivemos muita sorte com o tempo, não estava vento, apenas algum frio suportável, e uma paz indescritível. E sim, tirámos 54352 fotografias, em todas as direcções para não perdermos um centímetro. É realmente bom trazer todas estas memórias, mas melhor ainda é conseguirmos parar, desligar a máquina, clarear a mente e simplesmente apreciar. Vale ouro. 
Neste top, incluo também um dos sítios deliciosos que descobrimos: 230 Fifth Rooftop Lounge. Tem vista sobre o Empire State Building e é um terraço todo aquecido, vale a pena experimentar. 







2: Central Station. Passagem obrigatória, ver todo o movimento diário de uma estação extremamente povoada. Apreciar os signos pintados no tecto azul turquesa, descobrir milhares de estrelas brilhantes e uma curiosidade muito muito gira: nas saídas laterais há tectos com arcadas que têm uma sonoridade espectacular e que permitem, de uma ponta à outra, ouvir um sussurro transmitido da extremidade oposta. É maravilhoso - podem pesquisar por whispering walls.





3: Passear no Central Park, namorar as cores da estação - já tive a oportunidade de o ver forrado de neve no inverno e com as cores mais extasiantes do outono. E cada recanto é o sítio ideal para um sessão fotográfica. Descobri muitos recantos novos desta vez, como as estátuas da Alice no País das Maravilhas, o Jardim de Shakespeare ou o pedaço dedicado a John Lennon. O que vemos mais? Esquilos, aos montes e curiosos com os visitantes, cães, dezenas e dezenas a passear, com um ar muito imponente a imitar os donos, extremamente bem educados e penteados (juro que nunca tinha visto cães tão snobs), muita malta saudável a fazer a sua corridinha de t-shirt com 3ºC, músicos amadores a cantar e a tocar músicas conhecidas, que nos faz sentir dentro de um filme com uma banda sonora estupenda.







4: Conhecer as avenidas, as ruas, os recantos. Todas se cruzam, tudo é paralelo e perpendicular, óptimo para mulheres com dificuldade de orientação como eu. Fazer tudo a pé é obrigatório. Andar de metro é excelente para nos levar até um determinado ponto da cidade, custa 3 doláres, é rápido e quentinho. Faz sentido quando estamos localizadas numa das regiões de Manhattan (como era o meu caso desta vez) e queremos ir para o extremo oposto. Okay. Mas é imperativo caminhar por estas avenidas, senão perdemos todo o encanto, todos os arranha-céus, as torres com uma arquitectura especial, as rulotes de cachorros, amendoins e bagels, os táxis a voar, amarelinhos uns atrás dos outros, o trânsito caótico, a correria. Há zonas especialmente interessantes, a avenida de Wall Street, a Times Square (cheia de lojas para nos perdermos, a Brooklyn Bridge. 






5: Museus. Conheço o Moma, o Guggenheim e o Met. Adoro todos, cada um com as suas especificidades e são sempre uma oportunidade de nos aculturarmos. No Met, há a vantagem de não se pagar - eles sugerem uma doação para adquirir o bilhete - 20 dólares. Nós oferecemos o que nos convier para eles poderem emitir o bilhete. Até 1 dólar serve. Os outros também são pagos. No Guggenheim depende muito daquilo que estiver em exposição. O grande encanto é a arquitectura do próprio edifício, a exposição não me fez particularmente feliz. 









6: Andar de ferry em direção a Staten Island, que nos permite, ao longo da viagem que dura cerca de meia hora, apreciar não apenas a paisagem sobre Manhattan mas também a pequena Estátua da Liberdade. É uma forma de conseguir vê-la, não realmente perto, mas suficientemente perto para tirarmos uma conclusão. Da primeira vez que estive em Nova Iorque ainda paguei para ir até à base da estátua, na Liberty Island, mas não considero que valha o investimento. Os ferrys estão sempre a circular, de 30 em 30 minutos, e apesar da afluência de gente que quase faz vacilar a mais paciente das alminhas, há espaço para todos. Tivemos outra vez sorte, ou audácia, e vimos um pôr-do-sol magnífico. 






7: Ver as luzes de Natal e todos os mercadinhos que se vão montando na rua. Há recantos liiiiiindos, cheios de luz que nos aquece o coração mesmo com aquele vento e frio cortantes. Apesar de ainda ter sido em Novembro conseguimos ver o Rockefeller Center a preparar-se para a época natalícia, e algumas lojas a rigor. Um dos sítios por onde passámos e nos apaixonámos foi o Bryant Park - tinha uma feira de Natal amorosa cheia de barraquinhas e uma pista de gelo enorme. Um ambiente caloroso. Foi precisamente aqui que descobrimos um café, onde namorámos os nossos cafés quentes e muffins. 






8: Memorial do 11 de Setembro. Não tenho grandes partilhas a fazer acerca deste local. É arrepiante, toma proporções gigantes e parece que o tempo é estático... um silêncio ensurdecedor. Mas com uma beleza estupenda também. Um facto interessante e que desconhecia, há uma árvore sobrevivente - distingue-se de todas as outras porque mantém a cor verde, enquanto que as restantes já se desfolham para o outono. 


9: Little Italy e China Town. Passagem obrigatória. Uma visita que se faz perfeitamente bem numa manhã, sem grandes pressas e para poder observar duas culturas tão distintas mas que se fundem a cada esquina. Aqui vão ser interpelados muitas vezes para comprar marcas falsificadas. Fora isso, parece que aterraram na China ali numa questão de segundos. Seja pelo cheiro, pela comida, pela forma de vida que tão pacificamente levam estes chinesinhos. 

10: Igrejas. Há várias, escondidas no meio de arranha-céus, mas que merecem mesmo ser visitadas. Nós visitámos a St. Paul Chapel e St Patrick Cathedral. A primeira está mesmo junto ao Memorial do 11 de Setembro. E teve um papel importante durante o período de recuperação da cidade. 


Há ainda uma lista interminável de coisas interessantes para se fazer aqui. Um monte delas, que nos tomariam com certeza mais uma semana. Mas ficam algumas dicas, para poderem aproveitar o melhor que Nova Iorque tem para oferecer. 
Aquilo que vale sempre a pena, são os Outlets que oferecem grandes descontos em algumas marcas. Nós fomos a Woodburry Common, pagámos 35 doláres pela viagem de ida e volta e foi aí que nos perdemos. 

See you next time 

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