No dia em que deixei de pedir desejos a estrelas cadentes

by - julho 04, 2017

Sempre acreditei em estrelas cadentes. Acreditava na sorte, quando fechava os olhos com força depois de ver um rasgo de luz no céu, e pedia sempre a mesma coisa. Sempre.
Ser feliz.
Não que não o fosse, mas porque queria seguir um rumo diferente daquele em que me encontrava. E a resposta esteve sempre em mim: na coragem que nunca consegui ter para me libertar daquilo que não me fazia bem.
Porque a questão reside exactamente aí: naquilo que nos prende e que nos impede de chegarmos onde realmente queremos estar.
Hoje, acredito que, algures no céu, tudo se alinhou. Alinhou-se a força, alinhou-se a sorte, alinharam-se as vontades. As minhas e as de todos à minha volta. E a verdade é que o caminho se faz caminhando, e lá estava, derrotada mas com a certeza absoluta de que aquele passo atrás me iria levar dezenas deles à frente.
Hoje, quando vejo estrelas cadentes no céu fico feliz, muito feliz, e agradeço. Agradeço a força que tive, e a fé, em encontrar o melhor caminho para mim. Mas acima de tudo, é de valorizar a coragem do dia-a-dia, em fazermos e sermos aquilo que nos traz maior tranquilidade. Porque se não estamos tranquilos, se vivemos um turbilhão incessante e confuso, não vamos estar bem connosco nem com os outros.
Encontrar calma e serenidade é importante. Mas fazer desta vida uma buscar infindável daquilo que acelera o coração e nos faz sentir vivos, é a chave.
Somos nós que fazemos a nossa sorte: com o coração sereno, com as pessoas certas que escolhemos ter ao nosso lado e com muito amor. E esta correria passa a ser a melhor parte de viver.



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