Vamos ao Gerês?

by - novembro 23, 2017

A sugestão já vem tardia, pelo menos, considerando o âmbito da viagem que fiz este verão - em Outubro, mas ainda verão. Dadas as circunstâncias - várias e variadas - estive ausente, mas não deixei de programar saídas para o blog.
Para já, fica então a possibilidade de uma escapadinha até ao norte de Portugal. E a bem dizer, Gerês é convidativo em qualquer altura do ano, por variadíssimas razões. 
Ainda com algum receio da altura em que fui, não desisti do principal objectivo: correr todas as cascatas e lagoas.
Saímos de Lisboa a uma terça e regressámos sábado. Há várias regiões a visitar, umas mais direccionadas para as aldeias de Portugal, outras para aquilo que a natureza tem para nos oferecer. 
O nosso percurso incluiu todas as possibilidades. O roteiro:
- Castro Laboreiro: a região mais a norte, e por onde decidimos começar
- Nossa Senhora de Peneda: pequena aldeia, mas amorosa e onde ficamos na primeira noite, mesmo junto ao Rochedo





- Soajo: ligeiramente mais abaixo, e perto do parque da Peneda-Gerês. Aqui encontramos com alguma facilidade aquilo que mais queríamos. Cascatas. E também os famosos espigueiros - utilizados para secar milho - que demonstram, pela inserção do símbolo da cruz, a devoção e crenças da população relativa à protecção divina dos cultivos.





- Parque Nacional da Peneda-Gerês propriamente dito, ficando alojados em São Bento da Porta Aberta. Excelente escolha, por tudo, mas em particular pela localização: estávamos relativamente perto de tudo. A não esquecer que o Gerês tem estradas serpenteadas, e nem sempre é agradável andar a vaguear pelas curvas, especialmente eu, que odeio. A ideia inicial até foi um turismo rural a cerca de trinta minutos de carro do centro do parque, mas rapidamente mudámos de ideias. Procurávamos um local calmo, confortável, e que não precisava de ser extraordinário porque a ideia seria explorar o Gerês e não o hotel. Acabámos por ficar numa suite com duas varandas com uma vista soberba sobre o rio, onde foi possível, tarde após tarde, namorar o por-do-sol.
Daqui, todos os dias partimos com um destino diferente. Começámos pelo Miradouro da Pedra Bela, Cascata do Arado, na Ermida, Cascata Tahiti. Aos mais aventureiros: utilizem calçado adequado. Especialmente esta última é extremamente íngreme e escorregadia. Apanhei uns quantos sustos.







Num outro dia, arriscámos o famoso e inacessível Poço Azul. Foi o maior desafio da viagem, não tínhamos mapa, apenas uma fotografia de um percurso em GPS. Pouco adianta sugerir percursos - o bonito da coisa também é a capacidade de superar os desafios que vamos encontrando pelo caminho. Não é fácil, mas vale pelo percurso e por aquilo que se encontra à chegada.





Por fim, a Cascata de Leonte - a única que estava seca - e a Cascata de Pincães. Deixámos por ver as 7 Lagoas, depois de sabermos que exigia um percurso a pé de mais de uma hora, em cada uma das direcções. Aproveitei para trazer emprestado este mapa do blog Contramapa, que organiza o percurso de forma simples. 


Explorem Portugal e partilhem!

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