Celebração da humanidade

by - dezembro 30, 2017

Fazendo uma adenda aos posts anteriores: sabem aqueles filmes que vêem numa determinada altura da vossa vida e que fazem todo o sentido? Daqueles que vos cativam pela história, pela banda sonora, pela arte e essencialmente pela mensagem?
O Grande Showman foi um grande filme. Aparte de gostar de musicais, foi assim um suspiro profundo (entre os muitos soluços - shame on me - que sou uma lamechas), um choque frontal com uma realidade que faz e que já fez muito sentido na minha vida: este confronto com a diferença, com a diversidade, a luta por encontrar algo que faça sentido entre os muitos sonhos que queremos  ver concretizados no nosso destino, este dedicar uma vida a algo que nos motive e que faça os outros felizes. Há qualquer coisa de mágico nisto de acreditar que temos uma missão, um objectivo maior que transcende qualquer dificuldade que possamos encontrar. 
Foi também uma aprendizagem: esta mania de sermos todos um-bocadinho-racistas afasta-nos e recusa-nos a apreciar aquilo que todos os outros têm para nos oferecer. A divergência não devia, nem deve, nunca falar mais alto nem impor-se perante a beleza individual. Cabe a cada um de nós tornarmo-nos pessoas bondosas e integrar aqueles que, por inevitabilidades que não deveriam existir, são ostracizados na nossa sociedade. 
P. T. Barnum disse uma vez que uma alma humana não deve ser minimizada. Ele pode habitar o corpo de um chinês, um turco, um árabe ou um hotentote - ainda assim é um espírito imortal.
Foi um absorver de todos os detalhes e pormenores, foram minutos arrebatadores, mágicos, que permitiram um levitar maravilhoso. 
E a dificuldade de regressar à realidade?


Vamos por favor eliminar preconceitos, negativismos, apelar à bondade e acarinhar o que nos é oferecido. Aquilo que damos é-nos retribuído a duplicar. E acreditar que pode ser tudo melhor só depende mesmo de nós.

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