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Uma vida gourmet

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Sobre um país cheio de magia: levo tudo no coração. Vivi experiências inesquecíveis e que me continuam a extasiar. Faço parte, sem duvida, do grupo de pessoas que se apaixonou e que tenciona voltar✨estou exausta, assimilei demasiada informação em pouco tempo, viajei muito de carro, de avião, a pé no meio da confusão característica de um país desorganizado, ainda tenho entranhado em mim o cheiro a massala dos primeiros pratos que comi e que tão breve não vou conseguir voltar a comer, os meus pés já devem fazer parte do gang de tão pretos que estão, continuo a acreditar que de religião percebo muito pouco, mas que tenho em mim todo o espaço do mundo para a espiritualidade que este país transpira. Repleto de história, este mundo tem cravado na sua essência a mistura de influências religiosas e de diferentes políticas, ideologias que batalharam para sobressair e daí resultou um país do mais multicultural possível, onde equilíbrio deveria ser a palavra de ordem, mas onde se encontra facilmente a desordem. Em mim, no caos, descobri uma paz bonita de partilhar e de trabalhar, todos os dias. Isso e a minha dieta vegetariana que faz ainda mais sentido. É obrigatório viver isto, pelo menos uma vez. A todos os que tiverem esta oportunidade, não hesitem. Há poucos lugares no mundo como este, e sorte a minha que já conheci alguns.



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Já fui e já voltei umas tantas vezes (ao blog e ao estrangeiro) mas o que interessa é que quando se regressa, é sempre em grande força.
Trago informações distantes para mim mas que permanecem permanentemente actualizadas para quem vai visitar a Índia.
Prometi que fazia um follow-up acerca da viagem, o que correu bem, o que correu menos bem e algumas sugestões.
Vamos por partes: a esta distância, diria facilmente que correu tudo bem. Seja em relação a voos, transfers, hotéis, agência de viagens. 
Foi tudo facilitado por termos contratado a agência que vos falei anteriormente, articularam sempre muito bem, em todas as circunstâncias.
Mas nem tudo é um mar de rosas... e daí o que correu menos bem foi:
1. Nos voos internos e nacionais a bagagem de porão tem um limite de 15kg. Ora, se viajávamos sempre com as mesmas malas que pesavam cerca de 80kg cada (estou a brincar - só uns 25kg), vimo-nos obrigados a tirar o peso extra porque nos recusámos a pagar 50 dólares por excesso de peso nas bagagens. Então, adivinhe-se, num país onde se faziam sentir trinta graus com real feel de cinquenta com humidade, estavam dois tugas com quatro casacos vestidos, ténis pendurados nas mochilas e gel de banho nos bolsos. Coisas do género.
2. No primeiro dia em Delhi, caídos de para-quedas, o guia que nos foi apresentado falava a língua de nuestros hermanos. Não que me afligisse, mas vai que o espanhol do senhor era assim para o péssimo e fizemos mesmo questão de ter o nosso guia em inglês, que calha a ser uma das línguas oficiais da Índia. Email para a agência, e, no mesmo dia, poucas horas mais tarde, tínhamos o problema resolvido. 
3. A comida. A comida senhores. Eu gosto de comida picante. Gosto, não é só simpatizar. Gosto de dar o ar de sua graça com picante do bom a tudo o que cozinho. Mas quando, ao décimo dia, pedimos por favor a todos os santos que não nos dessem mais picante......... vinha tudo com picante. Não há intestino que resista, e olha que flores de estufa que somos os dois!!!
4. As gorjetas. É extremamente recomendado, em cada recanto e pessoa com quem te cruzas, que dês uma bela de uma gorjeta. Lamentavelmente, nem no meu país tenho esse hábito, não era na Índia que isso ia mudar. E o curioso é que quando nos vimos, em duas ou três ocasiões, sozinhos a passear pela cidade, alguém muito rapidamente nos abordava para nos ajudar e, claro, reclamar a sua gorjeta. Muita atenção a isto. Começam com falinhas mansas, mas depois levam-nos o dinheiro todo! Claro que, também neste país, se regateia tudo, até o ar que respiramos. E demos por nós a sentir-nos uns tios patinhas, por regatear meros cêntimos por uma viagem de tuk-tuk. Experiências. 

Bem que tentei espremer mais qualquer coisita que tivesse corrido menos bem mas acho que foi mesmo só isto. Claro que, numa viagem deste estilo organizada por nós, vemo-nos presos a uma grande logística, a um controlo muito rigoroso de horários, trajectos, rectificar dia após dia se estamos a cumprir o plano delineado, se temos dinheiro, se se se. 
É cansativo. É. 
Se valeu a pena? 
Ficam as imagens.
















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Inês | 24 anos | Lisboa | "O mundo é por aqui"

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