• Home
  • About
  • Travel
  • Lifestyle
    • Healthy Project
    • Photography
    • Decor
  • Contact

Uma vida gourmet

Google Facebook Instagram Pinterest
A primeira decisão foi tomada com alguma facilidade: queremos fazer uma viagem pela Europa. Agora, do momento em que se toma essa decisão, até ao momento em que estamos de mochila às costas, prontos para partir, há todo um trabalho de equipa para fazer e muitos planos a considerar.
Fiz o meu interrail no Verão de 2015, a dois, e visitei várias cidades europeias.

Mas vou começar pelo início.

Depois de sabermos que queríamos fazer esta viagem, fomos interarmo-nos do tipo de passes e das ofertas que existiam para fazer o interrail. Aqui, podem consultar as várias propostas e os vários passes, que diferem essencialmente no tempo de duração da viagem e na possibilidade de viajar de forma contínua ou programada. Ou seja, passes Flexi de 10 dias em 1 mês, por exemplo, permitem fazer dez dias de viagens em comboios, durante um mês. Não precisam de ser sequenciais, e podemos/devemos escolher os dias em que viajamos. Os passes contínuos permitem-nos viajar a qualquer momento sem grandes preocupações.
Uma nota importante a reter, mas mais a frente posso esclarecer melhor: alguns comboios exigem reservas obrigatória. Ou seja, em muitos comboios basta ver horários e apanhar boleia, noutros, precisamos de fazer uma reserva antecipada e normalmente tem um valor acrescido. 
A opção dos dois, depois de pensarmos por alto quais as cidades a visitar, e para que a viagem fosse mais tranquila, optámos pelo bilhete de 22 dias contínuo. Isso permitir-no-ia viajar quando quiséssemos, em qualquer dia e horário. Comprámos o passe e gastámos 374€.

Segundo passo: descarregar a aplicação do interrail para o telemóvel. É extremamente prática, intuitiva e permite, com alguma facilidade, aceder a todos os comboios, em todas as datas e horários, para perceber que ligações estão disponíveis. E esta parte dá trabalho. Podíamos sempre ter optado por ir, somente, com a mochila às costas e sem planos. Mas se calhar não teria corrido tão bem porque, como já disse, há muitos detalhes que precisam de ser bem coordenados. Por exemplo, se existirem trocas entre dois comboios para chegar de um destino a outro, convém saber com algum cuidado quais os horários e linhas para chegarmos atempadamente ao local pretendido.
Daqui, prioritário foi pegar no mapa da Europa e perceber quais as cidades que pretendíamos visitar. A seguir, perceber quais as proximidades e pesquisar na aplicação se havia ligações entre cidades e quais as melhores opções.

Depois deste passo, e já com alguns dos percursos definidos, fomos perceber quais, dos comboios escolhidos, tinham reserva obrigatória. E aqui surgiu outro grande desafio: contactar as estações/bilheteiras dos vários países (por telefone e email) para fazer reservas. Tivemos uma ajuda espectacular, de amigos que já tinham feito um interrail e que já tinham muitos dos contactos necessários. Ao todo reservamos 5 ou 6 comboios. Ao passe de interrail, acresceu o valor de 186€, totalizando cerca de 560€ só em viagens. Importa referir que, em Portugal, o bilhete de interrail não é válido e teriam que ser pagas as viagens até Espanha. Para poupar dinheiro e tempo, optámos por viajar de avião lowcost até Barcelona (o nosso primeiro destino) e também no regresso, de Nice para Lisboa. Assim, gastámos em viagens cerca de 691€.

Uma questão importante: tentar ao máximo reservar com antecedência comboios que exijam reservas. Porquê? Correm o risco, como nos aconteceu a nós, de chegar à bilheteira e pedir uma couchette (lugar deitado) e estar tudo esgotado. Resultado: dormir 12 horas sentada numa cadeira apertada, entre romenos e italianos estranhos. Muito desconfortável, e é importante lembrar que todos os momentos de viagem são bons para descansar, por isso, se puderem investir e conseguirem reservar lugares deitados, melhor. 

Depois das viagens pagas e programadas - fizemos ficheiros Excel com todos os comboios (partida, destino, horário e número do comboio - tudo disponível na app) - foi a altura certa para começarmos a aferir outros pormenores. Onde ficar?
Basicamente conseguimos "distribuir" as cidades de forma a que nunca fizéssemos mais de duas cidades umas a seguir às outras. Isto é, chegar a uma cidade, ir para um hostel dormir, e no dia a seguir visitar essa cidade e partir para outra. É desgastante, apesar de maravilhoso, e às vezes sabe bem largar as mochilas por dois dias, dormir duas noites no mesmo sítio, e então, com as energias renovadas, seguir para outro lugar. 

Tivemos alguma sorte e encontrámos uma boa plataforma para estadias. Foi através deste site que efectuámos praticamente todas as reservas (outras foram feitas pelo Booking.com): vantagem número um - preços baixos; vantagem número dois - só pagávamos um sinal e o restante valor no local, quando chegássemos.
Encontrámos coisas muito giras, outras nem tanto mas a graça reside um bocadinho aí - ir à descoberta. 

As despesas dos hosteis rondaram os 400€ por pessoa. Ou seja, um total de viagem em 1091€ até agora. 
A este valor importou ainda somar o dinheiro que fomos gastando em alimentação - fomos muito práticos e inteligentes. A grande maioria dos hosteis tinha cozinha e fazíamos refeições para o dia todo. Não nos faltaram bolachas, iogurtes, peças de fruta, sandes e claro, arroz de atum e salada russa. Também fomos jantando umas quantas vezes em restaurantes, para tirar a barriga da miséria e celebrar. 
Para além disso, fizemos questão de investir em entradas em museus, visitas guiadas e coisas do género - mas que valessem realmente a pena. 
Nisto, gastámos cerca de 300€ - totalizando aproximadamente 1400€.

Resumindo, é importante escolher o tipo de passe, perceber que cidades se pretende visitar e estipular um percurso, considerando as muitas reformulações possíveis e acontecimentos inesperados à última da hora. Depois, reservar o que for necessário reservar e começar a escolher estadias.
O último passo, e se calhar aquele que sempre me deu mais gozo fazer, foi estudar e criar um guia de viagem, onde, para cada cidade, se realçavam as principais atracções com alguns detalhes históricos. 

Vou, ao longo do tempo, expor a minha passagem pelas várias cidades, de forma cronológica, para explicar de forma mais detalhada alguns pormenores e alguns truques. Mas não há nada melhor, depois de quase 3 meses a preparar esta viagem, que saboreá-la e vivê-la intensamente.
Fica o vídeo, e o percurso ;)

Lisboa - Barcelona - Avignon - Milão - Lugano - Lausanne - Munique - Praga - Auschwitz - Cracóvia - Budapeste - Viena de Áustria - Veneza - Milão - Génova - Mónaco - Nice - Lisboa




Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários
Comecei a investir neste estilo de fins de tarde influenciada pela minha querida irmã e o seu espírito dinâmico. (Está uma jovem, a velhota!) Sabe muito melhor passar um fim de tarde a beber um bom cocktail ou uma cerveja fresca, e a apreciar as vistas de topo sobre a cidade de Lisboa, ou a dar um mergulho na piscina, do que ficar acomodada no sofá. E estes bares/rooftops oferecem, para além da vista de cortar a respiração, um ambiente contagiante e capaz de nos fazer apaixonar. Boa música, bem frequentado, e, neste caso em particular no topo do Hotel Vip Eden, um sushi de comer e chorar por mais. O horário - a partir das 17h - todos os dias menos aos domingos, segundas e terças. Fica a sugestão (gélida, nesta altura do ano) e algumas fotografias. 

Tem duas zonas: a de esplanada, que acompanha a piscina, e outra, interior, onde podemos desfrutar de um sushi delicioso.

Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Sabem aquelas cidades que nos tiram o fôlego no primeiro momento em que pousamos os olhos sobre o que está diante de nós?
Veneza foi assim. Visitei-a a primeira vez em Fevereiro do ano passado, com a minha irmã, numa viagem que fizemos entre Milão-Verona-Veneza.
Lembro-me de sair da estação de comboios - fizemos as viagens entre cidades de comboio - e de arrastar a mala até à primeira ponte que encontrei. O sol começava a fugir por trás dos canais, e fiquei assoberbada com o que vi. Tudo o que já tinha visto e lido acerca de Veneza ficava a um canto com aquilo que era na realidade. 
E a aventura começou cedo, quando, carregadas com malas, iniciámos a busca pelo nosso hotel. Calcule-se, entre milhares de pontes, becos sem saída, ruas que inevitavelmente acabavam em água, demorámos algum tempo a chegar ao sítio certo. Tirando isso, também nos safámos às cheias que exigiam bóias para atravessar a praça principal.
De qualquer forma, tivemos alguma sorte com o tempo, não choveu, estava só um frio de rachar.
E tivemos também a sorte de lá estar numa das épocas mais exclusivas: o Carnaval. Em Portugal nunca me suscitou qualquer interesse, mas sonhava há anos com o Carnaval de Veneza. 
E se já havia magia suficiente na cidade, então com os espectáculos a que assistimos, foi memorável.
Tudo à nossa volta exagerava nas cores, brilhos, máscaras e sumptuosidade. 
Palmilhámos igrejas, ruas e ruelas e nesse estar-perdido-a-passear encontrámos restaurantes deliciosos. Difícil seria encontrar um restaurante mau em Itália. Mas melhor, foram as tentativas frustradas de voltar ao mesmo restaurante. Tentámos, não conseguimos.
E Veneza, apesar de planeada um bocadinho em cima do joelho, trouxe-nos uma das melhores experiências e tivemos dois dias para lá de espectaculares. A cultura, a experiência carnavalesca, a gastronomia, conjugadas todas num só sítio, tornaram esta cidade num dos melhores destinos Italianos. Prometi voltar, e voltei. ❥


 
































Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Para os que se questionaram, ou acharam estranho o motivo pelo qual criei um blog com este título, passo a explicar. Para mim não existe uma vida estanque, monótona, faculdade-casa, casa-faculdade. Tem de haver alguma razão para tudo o que fazemos e procurar fazê-lo de forma prazerosa dá um gosto mais interessante à coisa.
Para os que me conhecem, estar parada nunca foi uma das minhas características e procurar constantemente algo que me motivasse foi, até, uma prioridade que impus a mim mesma. 
Vendo-me a acabar a licenciatura, e a deixar pendente um assunto que sempre me disse muito - a escrita - decidi que estava na hora de pôr em prática um novo projecto. 
Sempre escrevi, de forma pública, em blogues, concursos de escrita criativa, desafios, mas desta vez optei por me desafiar a mim mesma - enlaçar dois aspectos que para mim fazem todo o sentido. Por um lado, escrever, por outro, enaltecer as dezenas de coisas boas que faço frequentemente, e que me permitem assumir que tenho uma vida gourmet.
E gourmet aqui usado no sentido figurado, compreenda-se. Procurei uma palavra que pudesse representar, de forma simples e clara, a forma como preencho os meus tempos livres e as estratégias que adopto para ver, constantemente, o lado positivo de tudo.
Não, nem sempre é tão linear, há dias confusos, há momentos em que nem sempre tudo isto é possível. Mas o desafio reside aí mesmo, em procurarmos valorizar, diariamente, aquilo que nos faz realmente feliz.
Porque na base de tudo está realmente isso: o caminho que vamos percorrendo para encontrarmos, mesmo nas pequenas coisas, a nossa felicidade. 
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Em Janeiro tive a oportunidade de fazer uma tour em Lisboa que já andava a namorar há algum tempo - a rota dos miradouros. Foi tudo organizado por uma empresa, que cobria o passeio com seguro e que disponibilizava algumas dicas históricas e histórias caricatas sobre os vários locais por onde íamos passando. Tivemos azar com o tempo - o sol esteve escondido quase todo o dia e Lisboa não fica favorecida com o cinzento. Ainda assim, desde as 9h00 até às 14h00 conseguimos palmilhar a cidade de um ponta à outra, de colina em colina. 


O ponto de encontro com o grupo - éramos cerca de 50/60 pessoas - foi no Cais das Colunas, de onde partimos para o primeiro miradouro - Santa Luzia. Passámos junto à Casa dos Bicos, subimos por uma escadaria até à Sé, que contornámos e seguimos em direcção ao miradouro. Junto a este miradouro, encontra-se uma Igreja da Ordem de Malta, ordem militar cristã que é considerada um estado sem território. 




A segunda paragem foi no Miradouro das Portas do Sol. Sítio ideal para passar um fim de tarde na esplanada. Daqui, era possível ver também a igreja de São Vicente de Fora, com duas torres.



Pelo caminho, encontrámos o padroeiro da Cidade de Lisboa - São Vicente. Há lendas e histórias interessantes sobre a nossa cidade, que explicam o simbolismo dos corvos e da barca, que São Vicente abraça. 
Neste largo existe uma casa, cuja fachada é parte da muralha Moura, visível frente à estátua de São Vicente.


Perto do Panteão encontra-se o Miradouro de Santo Estevão, pequenino, onde está também localizada a Igreja de Santo Estevão, com apenas uma torre construída.



Numa das subidas íngremes das colinas de Lisboa parámos junto ao Panteão Nacional onde se encontra a Igreja de Santa Engrácia. Esta igreja, erguida no século XVI, foi destruída por uma tempestade e levou muito tempo para ser reconstruída, daí que surja a expressão "obras de santa engrácia" associada a esta igreja, quando algo demora muito tempo a ser resolvido.


Continuando a subir, chegámos até ao Miradouro da Graça - ou da Sophia de Mello Breyner como prefiro chamar-lhe - onde temos novamente um sítio agradável para beber um café e apreciar a vista. Domingos Amaral reforça a importância da luz nesta cidade - Luzboa - que apesar de única não é fielmente representada nestas fotografias.




Junto à Graça destacam-se duas vilas operárias - A Villa Berta e a Villa Sousa. São construções ligadas à revolução industrial e destinas a alojar os trabalhadores das fábricas. Irresistíveis são as cores dos azulejos que as cobrem.




Subindo o Largo da Graça para a esquerda vamos em direcção ao Miradouro da Nossa Senhora do Monte. Neste miradouro, para além da vista privilegiada existe também a Ermida de San Gens onde, segundo a lenda secular, muitas foram as rainhas grávidas que por lá passaram, por acreditarem que teriam partos facilitados.  





A descer, cruzámos o Bairro da Estrela D'ouro, vila operária, mandada construir por Agapito Serra Fernandes, para alojar os trabalhadores e familiares. Toda a rua e algumas moradias têm iconografia relacionada com o nome do bairro. 



A paragem seguinte foi no Miradouro do Monte Agudo, de onde se vê a Avenida Almirante Reis, percurso que tomámos de seguida para nos dirigirmos ao Torel.




A paragem no Torel fez-se no jardim, e ouvimos histórias sobre o Campo Mártires da Pátria e sobre as faculdades das imediações. 


Quase no fim, fomos desafiados a subir o trilho do Elevador da Glória, encontrando o Miradouro de São Pedro de Alcântara. Neste, em particular, tivemos a oportunidade de apreciar muitos dos miradouros já visitados. 





Daqui partimos para o Carmo, junto às ruínas do convento, onde encontrámos o penúltimo miradouro, com a possibilidade de visita em vários patamares e que permite também a visita ao Elevador de Santa Justa.


Para o último miradouro - Santa Catarina - mais conhecido por Miradouro do Adamastor, percorremos mais umas quantas colinas. 



A caminhada, de cerca de 12km, acabou na Igreja de São Paulo. Foi um óptimo desafio para Domingo e permitiu cumprir parte de um dos desejos para o ano de 2016: conhecer melhor a nossa cidade. 

Concluindo:
1. Miradouro de Santa Luzia
2. Miradouro das Portas do Sol
3. Miradouro de St. Estevão
4. Miradouro da Graça
5. Miradouro Nossa Senhora do Monte
6. Miradouro do Monte Agudo
7. Miradouro do Torel
8. Miradouro de São Pedro de Alcântara
9. Miradouro do Carmo
10. Miradouro de Santa Catarina


 







Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Newer Posts
Older Posts

About me


About Inês

Inês | 24 anos | Lisboa | "O mundo é por aqui"

Follow Us

Labels

Amor Arte Brunch Cinema Concertos Cozinhar Decoração Enfermagem Escapadinhas Food Home Homestyling Life Livros Música Projectos Restauração Saúde Travel Viagens

Recent Posts

  • Decor: a influência das plantas
    É certo e sabido que plantas e flores são uma aposta acertada quando estamos a falar em detalhes decorativos. Não apenas no sentido estéti...
  • Rota dos Miradouros - Lisboa
    Em Janeiro tive a oportunidade de fazer uma tour em Lisboa que já andava a namorar há algum tempo - a rota dos miradouros. Foi tudo organ...
  • Planos de fim-de-semana
    Na azáfama do dia-a-dia, de querer chegar a tudo e a todo lado, também é importante saber parar e aproveitar os poucos e preciosos dias de...

Blog Archive

  • maio (2)
  • novembro (1)
  • outubro (3)
  • junho (1)
  • maio (2)
  • abril (1)
  • janeiro (6)
  • dezembro (7)
  • novembro (3)
  • outubro (1)
  • setembro (6)
  • agosto (3)
  • julho (3)
  • maio (1)
  • abril (7)
  • janeiro (1)
  • dezembro (3)
  • novembro (8)
  • outubro (4)
  • setembro (2)
  • agosto (1)
  • abril (1)
  • março (5)
  • fevereiro (5)
  • outubro (2)

Created with by BeautyTemplates