Do verbo escapar: Açores

by - abril 17, 2017

Inteligente é quem aproveita quatro dias de férias para fazer uma visita à nossa querida ilha de S. Miguel, nos Açores. Foi tudo marcado facilmente e com pouco tempo de antecedência o que tornou tudo isto numa experiência brutal.
É uma ilha relativamente pequena, mas ainda assim, a melhor opção para a conhecer foi alugar um carro. Facilita os percursos que queremos fazer e torna tudo incrivelmente perto. Nos 3 dias completos de visita fizemos cerca de 300km. 
Sorte, foi ter encontrado viagens de avião quase oferecidas - promoções da easyjet feitas até dia de 12 de Janeiro - um bilhete de ida e volta ficou por volta de 40€. É estar atento!
Estadia, não podia ter sido melhor, e um mero acaso: Casa Hintze Ribeiro, na rua com o mesmo nome, a 2 minutos a pé das Portas da Cidade, mesmo no centro de Ponta Delgada. Conseguiu reunir excelente localização (a somar pontos com o lugar de estacionamento gratuito), conforto, disponibilidade e simpatia e um pequeno almoço (incluído) delicioso. E cá para mim, uma decoração amorosa!
Na ilha, há um sem fim de coisas para fazer e visitar. Começando pelo centro de Ponta Delgada, há imensas igrejas e locais emblemáticos para conhecer. As portas da cidade são um espanto à noite, com as iluminações, a igreja matriz, a marina é também um ponto óptimo para beber um copo e passear!
Extremamente importante: onde comer. Tivemos a sorte de estar hospedados na mesma rua do famoso Alcides. Aqueles bifes, aquele vinho. Não há nada melhor. 
Outra opção, a cerca de 3 km do centro, é o Cais 20. Soberbo para petiscar. 
Para além disso, e dividindo a ilha em três regiões, passo a descrever brevemente os vários sítios por onde passámos.


Mais à esquerda:
Ponta de Ferraria, que tem uma zona de piscinas naturais e uma paisagens de cortar a respiração. A bem dizer, qualquer recanto, qualquer pedaço de curva nesta ilha tem uma vista soberba. É obrigatório parar nos inúmeros miradouros. E rezar para estar bom tempo.
Lagoa das Setes Cidades -  ninguém vai acreditar, mas não consegui ver nem um centímetro. Estava nevoeiro. Nos três dias. Fim da história.
Aqui permanece um hotel abandonado, ou aquilo que resta dele, o Hotel Monte Palace, que permite uma vista maravilhosa sobre a lagoa. Não posso confirmar, lamentavelmente.
Miradouro Lagoa do Canário
Calhetas - mais um recanto azul, muito azul, onde o mar se funde com aquelas rochas vulcânicas.
Capelas - uma povoação pequena piscatória. 
Na região centro da ilha encontramos a igreja matriz de São Sebastião, as Portas da Cidade, a zona da marina e dezenas de outras atracções turísticas entre igrejas e museus.
A minha parte preferida começou quando apareceram as lagoas e os banhos termais. A primeira que visitámos foi a Caldeira Velha, na Serra da Água do Pau, que tem duas piscinas termais: uma a 24 graus e outra a 39. Tivemos o timing perfeito, e também as condições meteorológicas: estava frio, o que facilitou o processo de estar de molho numa água a 39 graus. A entrada é paga (2€ adultos, 1€ crianças), e o parque fecha às 17h00. Aqui perto encontra-se também a Lagoa do Fogo, que pelas condições maravilhosas de tempo deixamos por conhecer.
Na parte mais à direita da ilha visitámos as Furnas. Optámos por dedicar um dia completo para percorrer vários pontos de interesse, a começar pela Lagoa das Furnas, onde se podem observar os poços onde são cozinhados os famosos cozidos à portuguesa.
Depois de namorar o sol de verão e a vista maravilhosa, fomos atacar um belo cozido, no Tony's. Era delicioso e fica relativamente perto do Parque Terra Nostra, local excelente para um passeio. Aqui a entrada é paga (8€ por pessoa) e ainda tem a possibilidade de ir a banhos termais. Vale mais a pena pelo passeio, já que há outras possibilidades - e mais interessantes - para os banhos termais.
Daqui, fugimos para um miradouro de tirar a respiração, e onde conseguimos ver praticamente a ilha na sua globalidade. E um fim de dia assim pró espectacular.
O último destino nas Furnas foi a Poça da Dona Beija. Foi na hora perfeita, já era de noite, o parque só fechava às 23h00 (a entrada também é paga - 4€), estava aquele friozinho ideal para ser, uma vez mais, confortável estar de molho em águas de 40 graus. O céu estava limpo e era estrelas por todo o lado. Sítio ideal, hora ideal, companhia ideal, viagem ideal.
Obrigatório voltar.

You May Also Like

0 comentários