Podemos sempre fugir para aqui ❥

by - abril 21, 2017

Sou uma eterna enamorada pela minha cidade. Não há nada como ela, menina e moça, que me faz apaixonar a cada recanto. Ainda assim, constatei que, do nosso país sobejamente enriquecido de cultura e paisagens, me faltavam (e faltam) umas quantas visitas na lista. Assim, a ideia foi mesmo essa - cortar da checklist mais uns quantos destinos, e aproveitar para descansar. 
O destino escolhido foi a zona da Beira Baixa, que tem tanto mas tanto para nos oferecer.
Foi fácil definir pontos a visitar, e começámos por fazer o percurso entre Lisboa e Monsanto, sendo este o ponto mais distante.
Monsanto, segundo consta, é uma das nossas queridas aldeias histórias, com direito a ser a mais portuguesa de Portugal...e tem muito que se lhe diga.
Há algumas atracções particulares que podem visitar, e também a possibilidade de fazer a rota do Castelo. Está tudo relativamente bem sinalizado, mas o intuito da nossa viagem também foi o "ir à descoberta". E foi dessa forma que encontrámos os recantos mais especiais.
 

Ainda no mesmo dia, e aliando um bom treino físico ao passeio, optámos por visitar o segundo destino, que se encontra relativamente perto - Penha Garcia - no concelho de Idanha-a-Nova, que tem também uma rota pedestre, conhecida pela Rota dos Fósseis. Nesta freguesia, existe um ponto de turismo, que foi o primeiro local de paragem obrigatória e onde nos foram fornecidas várias informações bem como o folheto que orientava o nosso percurso. Há várias opções, uma mais longa com cerca de 3km, e ao longo do caminho, igualmente sinalizado, podemos observar vários fósseis e icnofósseis - mas há um senhor amoroso que se encarrega de fazer toda a construção geológica da coisa, que já foge às minhas capacidades.
No percurso, deparamo-nos com uma barragem magnífica que permitiu repousar depois de tantos quilómetros a pé.
 

No caminho de regresso, desta vez até à Idanha-a-Nova onde ficamos hospedados, passámos ainda - mas de c a r r o porque as pernas já estavam a fraquejar - por Idanha-a-Velha.
Em Idanha-a-Nova há dois ou três restaurantes, todos eles aconselhados na Pousada de Juventude, bastante agradáveis e com comida tradicional portuguesa.
Depois de namorarmos esta região, dissemos adeus às montanhas e fomos até Castelo Branco. Não conhecia, é relativamente pequena, com edifícios com uma traça característica em pedra a contrastar com as paredes impecavelmente brancas. Aqui, tivemos ainda tempo para encher os bolsos de queijos regionais (e deliciosos).
Costuma dizer-se que o melhor fica para o fim. E com a nossa viagem não foi excepção e tudo por um mero acaso. Vila Velha de Ródão. Sem grandes expectativas considerando as opiniões que me tinham sido dadas antes (cheiro nauseabundo por causa das fábricas, sem grandes atracções turísticas), mas facilmente superadas. Apaixonei-me um bocadinho. Foi o retiro da viagem, permitiu descansar (muito), apanhar os primeiros raios de sol na piscina ao lado do quarto (vinte pontos para este, porque valeu mesmo a pena), degustar uma açorda de marisco como eu já não comia há muito tempo, apreciar um pequeno-almoço bem recheado e um pôr-do-sol especial.


 Contrariando a ideia de que não há atracções, apresento-vos o Castelo do Rei Wamba, cuja história é um tanto ou quanto particular. E a vista, senhores, a vista é inigualável. Como tudo em Portugal.



Não posso deixar de referenciar o local que tão bem nos acolheu: Vila Portuguesa. Atenciosos, excepcionais, foi como se estivéssemos em casa. A bem dizer, o Sr. Vasco tem ali alguma maozinha, não apenas na pousada, mas no restaurante divinal onde jantámos e nos passeios de barco que, ups, não chegámos a fazer - mas que valem muito a pena especialmente ao fim da tarde.
Foi o sítio ideal para terminar mais uma aventura. E sim, recomendo muito, e quaisquer três/quatro dias de férias são suficientes para fugir para um recanto de Portugal como este.
Só é preciso organizar... e nisso, eu dou uma ajudinha! ;)

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