Índia: 10 tópicos para a viagem

by - outubro 30, 2018

Como prometido, vou deixar-vos, de forma articulada e simples, as principais ideias chave e requerimentos obrigatórios para realizar esta viagem. Se já fizeram uma viagem semelhante, todas as vossas sugestões são bem vindas porque aquilo que realmente interessa é facilitar um pouco mais o caminho para quem ainda não foi. 


OPÇÃO 1
Dirijam-se a uma agência de viagens e paguem para que vos tratem de tudo.

OPÇÃO 2
Escolher uma mesa numa esplanada com uma vista inspiradora, e dar cordas à imaginação, estruturar tudo de uma ponta a outra, despender horas e horas de pesquisas e eventualmente, fazer a viagem. 

Foi esta a minha opção e vou partilhá-la convosco. Deixo apenas uma ressalva. Há realmente boas agências, sejam elas mais convencionais, ou aquelas que já fogem um pouco da rotina e exploram para além do turístico... todas elas devem ser parte integrante da pesquisa. Quem sabe se até não estão a fazer uma promoção ou a fazer um roteiro extremamente interessante?

O ponto principal é mesmo esse: boas pesquisas.
Pois bem, ajudo-vos a saltar algumas etapas, assim:

1. PASSAPORTE

Primeiro, não vão nunca sair do país sem um passaporte. E não basta ter um passaporte feito. É crucial que verifiquem que está válido, durante pelo menos 6 meses, da data da vossa partida. Imaginem: no meu caso, o meu passaporte tinha validade até Fevereiro de 2019. Mas como a minha data de partida é Novembro, passava a ter apenas 3 meses de validade. Recebi, algures em Setembro, uma mensagem do SEF a indicar-me que o passaporte caducava no prazo de 6 meses. Como resolver? Fui ao gabinete do SEF que existe no aeroporto - normalmente não tem muita gente - fiz o novo passaporte, paguei 65€ e na semana a seguir estava despachada. Podem sempre pedir com urgência e pagar mais 20€.

2. VISTO

Depois, com o passaporte, até podem sair do país, mas ninguém vos garante que entram na Índia. Precisam de fazer o visto. E aqui, muita atenção. Há duas alternativas, mas aconselho-vos vivamente a consultarem o site da Embaixada da Índia em Portugal. Aqui, e unicamente aqui, têm toda a informação que necessitam. Real e fidedigna. Sintetizando: há dois vistos. O físico, que implica que se vá à embaixada, preencher papelada, aguardar pelas burocracias, ou há o visto online ou e-visa. É um pedido online, preenchem os vários campos, e recebem comprovativo de pedido visto pelo email. Depois, é ir a este site validar o código que vos foi enviado no comprovativo, e pedirem a impressão do visa onde diz print visa application.
Paguei 75€ aproximadamente. 

3. VACINAS

Nunca esquecer que estes países requerem vacinas específicas. Precisam de marcar uma consulta do viajante - em Lisboa há no Centro de Saúde de Sete Rios, e eu fiz no da Damaia - onde vos é conferido um boletim de vacinas do viajante. Cada consulta custa cerca de 4,5€ e cada vacina 20€. Eu já tinha as vacinas da Febre Tifóide e da Febre Amarela das viagens anteriores. Está última vacina é vitalícia. 

4. VOOS

Aqui deixo um bocadinho ao vosso critério. Podem comprar os voos depois de definirem o vosso trajecto, podem apenas escolher um voo de ida e volta e definir dia a dia o que pretendem fazer. Mas num país como a Índia, não recomendo. 
Assim, a única compra que fiz foi mesmo de Lisboa - Delhi e o inverso. Paguei cerca de 600€ por pessoa.
As outras viagens fui comprando consoante o percurso que desenhei e os dias que ia organizando. 

5. ITINERÁRIO 

Este ponto está interligado com o anterior. Foi preciso definir muito bem, considerando as viagens do guia da Abreu, a viagem dos meus pais, blogues e páginas consultadas e também opiniões de amigos. Só assim consegui perceber o que queria realmente conhecer.
Fiz a lista, estruturei algumas ideias e depois comprei ainda o voo para Varanasi. Se fosse hoje, tinha alterado ligeiramente a ordem das coisas. Ou seja, depois de saber muito bem que locais queria visitar, devia ter contactado logo a agência indiana que acabei por contratar.
Contratei a GETS Holiday, mas há inúmeras. Vejam no TripAdvisor, pesquisem por feedback de outros viajantes e entrem em contacto com as mais fiáveis. Eu enviei email a três, e apenas uma incluiu no plano de viagem todos os locais que queria visitar. Melhor, incluiu-me transferes, um voo interno, bilhetes e entradas para todos os monumentos, passeio de elefante*, passeio de rickshaw, e todos os hotéis em todas as cidades. 
Fiquei espantada pelo profissionalismo e rapidez com que articularam connosco e, especialmente, por terem em consideração as nossas escolhas. Paguei 800€ por pessoa.
Os hotéis, podem ser escolhidos entre as várias categorias. Nós escolhemos categoria Standart/High.
Claro que para além de providenciar tudo isto, temos sempre connosco o guia, que fala inglês, que nos transporta para todo o lado e nos explica tudo tim-tim por tim-tim - claro que vou munida com o meu caderno de notas, que isto da memória prega muitas partidas. 

6. HOTÉIS

Como reparam, foi um tópico que consegui facilmente resolver com a contratação da agência.

7. DINHEIRO

Vou levar dólares. Assim que chegar ao aeroporto, espero encontrar a tal cabine do governo indiano que a agência me falou, para trocar por rupias indianas. Não pagamos taxas, mas ainda tenho grandes dúvidas em relação a isso. Que quantidade de dinheiro levar? Depende daquilo que pretendem. Para nós, é apenas para as refeições e para prendas. Uma refeição custam em média 5€. 

8. MELHOR ÉPOCA DO ANO

A melhor altura para viajar para a Índia, para evita viajar em época de monções é mesmo entre Novembro e Abril. Se pesquisarem, encontram mil fontes a explicar o porquê. Eu cá, já fui espreitar as temperaturas e estão de 30 para cima. Vou à fresca!

9. ROUPA

Senhoras, toca a tapar as pernas, mesmo que estejam a escorrer em transpiração. Já as costas e barriga, pelo que andei a explorar, não é assim tão dramático.
Cuidado com o calçado. Sandálias podem ser um bom pretexto para que vos presenteiem com umas cacas de vaca, limpem e peçam dinheiro. Quem vos avisa, vossa amiga é!
Must have - um lenço para poder cobrir os ombros e cabeça a entrar nos templos. E, sugestão da querida mãe que sabe que preservo a minha higiene, levem meias de reforço na mochila. Em templos, deixam os sapatinhos à porta e vão a percorrer aquele chão de Deus atrás de milhentas outras pessoas que podem, ou não, ter doenças contagiantes. Eu cá, levo uma meioca, calço, e troco quando sair. 

10. SAÚDE/MEDICAMENTOS

Por favor, não bebam água da torneira, da rua, ou do gelo da coca-cola que pediram. Esqueçam. A não ser que queiram fazer como uma professora querida que tive, e ficar com uma bruta gastroenterite para emagrecer. Eu, só se for para vir de charola para Portugal. Levem tudo o que são medicamentos habituais, mais outros tantos de protecção gástrica, diarreias, água ou quaisquer hidratantes, e também um repelente que tenha um DEET de pelo menos 30€. Na consulta do viajante explicam isto tudo. 

TOTAL 

Tudo somado, fica aproximadamente nos 1600€, tudo incluído, excepto as refeições. 

Qualquer dúvida que tenham podem sempre pedir-me ajuda! Mas são etapas essenciais. O que fiz para sintetizar tudo minimamente, foi criar um EXCEL com voos, horários, hotéis, contactos e dicas.
Ajuda bastante!

*relativamente a esta questão do passeio de elefante - estava incluído na viagem, mas ambos quisemos pô-la de parte. Já vi demasiadas vezes alertas para a forma como os animais são explorados para que consigam transportar-nos. Preferi preservar isto, sei que somos apenas dois, mas se todos pensássemos assim talvez modificassem isto. Vamos de jeep, e chegamos lá na mesma!

Boas viagens ✈

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