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Uma vida gourmet

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Sobre um país cheio de magia: levo tudo no coração. Vivi experiências inesquecíveis e que me continuam a extasiar. Faço parte, sem duvida, do grupo de pessoas que se apaixonou e que tenciona voltar✨estou exausta, assimilei demasiada informação em pouco tempo, viajei muito de carro, de avião, a pé no meio da confusão característica de um país desorganizado, ainda tenho entranhado em mim o cheiro a massala dos primeiros pratos que comi e que tão breve não vou conseguir voltar a comer, os meus pés já devem fazer parte do gang de tão pretos que estão, continuo a acreditar que de religião percebo muito pouco, mas que tenho em mim todo o espaço do mundo para a espiritualidade que este país transpira. Repleto de história, este mundo tem cravado na sua essência a mistura de influências religiosas e de diferentes políticas, ideologias que batalharam para sobressair e daí resultou um país do mais multicultural possível, onde equilíbrio deveria ser a palavra de ordem, mas onde se encontra facilmente a desordem. Em mim, no caos, descobri uma paz bonita de partilhar e de trabalhar, todos os dias. Isso e a minha dieta vegetariana que faz ainda mais sentido. É obrigatório viver isto, pelo menos uma vez. A todos os que tiverem esta oportunidade, não hesitem. Há poucos lugares no mundo como este, e sorte a minha que já conheci alguns.



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Já fui e já voltei umas tantas vezes (ao blog e ao estrangeiro) mas o que interessa é que quando se regressa, é sempre em grande força.
Trago informações distantes para mim mas que permanecem permanentemente actualizadas para quem vai visitar a Índia.
Prometi que fazia um follow-up acerca da viagem, o que correu bem, o que correu menos bem e algumas sugestões.
Vamos por partes: a esta distância, diria facilmente que correu tudo bem. Seja em relação a voos, transfers, hotéis, agência de viagens. 
Foi tudo facilitado por termos contratado a agência que vos falei anteriormente, articularam sempre muito bem, em todas as circunstâncias.
Mas nem tudo é um mar de rosas... e daí o que correu menos bem foi:
1. Nos voos internos e nacionais a bagagem de porão tem um limite de 15kg. Ora, se viajávamos sempre com as mesmas malas que pesavam cerca de 80kg cada (estou a brincar - só uns 25kg), vimo-nos obrigados a tirar o peso extra porque nos recusámos a pagar 50 dólares por excesso de peso nas bagagens. Então, adivinhe-se, num país onde se faziam sentir trinta graus com real feel de cinquenta com humidade, estavam dois tugas com quatro casacos vestidos, ténis pendurados nas mochilas e gel de banho nos bolsos. Coisas do género.
2. No primeiro dia em Delhi, caídos de para-quedas, o guia que nos foi apresentado falava a língua de nuestros hermanos. Não que me afligisse, mas vai que o espanhol do senhor era assim para o péssimo e fizemos mesmo questão de ter o nosso guia em inglês, que calha a ser uma das línguas oficiais da Índia. Email para a agência, e, no mesmo dia, poucas horas mais tarde, tínhamos o problema resolvido. 
3. A comida. A comida senhores. Eu gosto de comida picante. Gosto, não é só simpatizar. Gosto de dar o ar de sua graça com picante do bom a tudo o que cozinho. Mas quando, ao décimo dia, pedimos por favor a todos os santos que não nos dessem mais picante......... vinha tudo com picante. Não há intestino que resista, e olha que flores de estufa que somos os dois!!!
4. As gorjetas. É extremamente recomendado, em cada recanto e pessoa com quem te cruzas, que dês uma bela de uma gorjeta. Lamentavelmente, nem no meu país tenho esse hábito, não era na Índia que isso ia mudar. E o curioso é que quando nos vimos, em duas ou três ocasiões, sozinhos a passear pela cidade, alguém muito rapidamente nos abordava para nos ajudar e, claro, reclamar a sua gorjeta. Muita atenção a isto. Começam com falinhas mansas, mas depois levam-nos o dinheiro todo! Claro que, também neste país, se regateia tudo, até o ar que respiramos. E demos por nós a sentir-nos uns tios patinhas, por regatear meros cêntimos por uma viagem de tuk-tuk. Experiências. 

Bem que tentei espremer mais qualquer coisita que tivesse corrido menos bem mas acho que foi mesmo só isto. Claro que, numa viagem deste estilo organizada por nós, vemo-nos presos a uma grande logística, a um controlo muito rigoroso de horários, trajectos, rectificar dia após dia se estamos a cumprir o plano delineado, se temos dinheiro, se se se. 
É cansativo. É. 
Se valeu a pena? 
Ficam as imagens.
















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Sabem qual vai ser uma das melhores partes da viagem à Índia?



Embarcar num avião com direcção às Maldivas. Digamos que serão umas férias das férias. Uma forma de recuperar do choque cultural, da gastronomia excessivamente condimentada, da misturada de sensações. Vai ser um reset antes de - tão difícil que é - regressar à realidade. 
Quando começámos a planear a viagem queríamos explorar mais um país, que estivesse relativamente perto. Sri lanka foi uma opção, Nepal outra. Mas ambos concluímos que beneficiaríamos de algum descanso, já que estas são as nossas férias de verão, tardias claro.
Assim, comprámos um voo mega barato - acreditem ou não, não chegou a 200€ - e escolhemos um hotel, daqueles modestos, fraquinhos, todo ele uma chatice de piscina infinita, quarto dentro da praia (onde mais seria honestamente?), com tudo incluído, a ver se tiramos a barriga de misérias e vamos entrar num registo contínuo de comer, dormir, apanhar sol, sempre sempre até nos cansarmos. 
Mega ansiosa pelo passeio que vamos fazer pelo oriente e ainda mais pela forma como vai acabar.


📷: pinterest

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Como prometido, vou deixar-vos, de forma articulada e simples, as principais ideias chave e requerimentos obrigatórios para realizar esta viagem. Se já fizeram uma viagem semelhante, todas as vossas sugestões são bem vindas porque aquilo que realmente interessa é facilitar um pouco mais o caminho para quem ainda não foi. 


OPÇÃO 1
Dirijam-se a uma agência de viagens e paguem para que vos tratem de tudo.

OPÇÃO 2
Escolher uma mesa numa esplanada com uma vista inspiradora, e dar cordas à imaginação, estruturar tudo de uma ponta a outra, despender horas e horas de pesquisas e eventualmente, fazer a viagem. 

Foi esta a minha opção e vou partilhá-la convosco. Deixo apenas uma ressalva. Há realmente boas agências, sejam elas mais convencionais, ou aquelas que já fogem um pouco da rotina e exploram para além do turístico... todas elas devem ser parte integrante da pesquisa. Quem sabe se até não estão a fazer uma promoção ou a fazer um roteiro extremamente interessante?

O ponto principal é mesmo esse: boas pesquisas.
Pois bem, ajudo-vos a saltar algumas etapas, assim:

1. PASSAPORTE

Primeiro, não vão nunca sair do país sem um passaporte. E não basta ter um passaporte feito. É crucial que verifiquem que está válido, durante pelo menos 6 meses, da data da vossa partida. Imaginem: no meu caso, o meu passaporte tinha validade até Fevereiro de 2019. Mas como a minha data de partida é Novembro, passava a ter apenas 3 meses de validade. Recebi, algures em Setembro, uma mensagem do SEF a indicar-me que o passaporte caducava no prazo de 6 meses. Como resolver? Fui ao gabinete do SEF que existe no aeroporto - normalmente não tem muita gente - fiz o novo passaporte, paguei 65€ e na semana a seguir estava despachada. Podem sempre pedir com urgência e pagar mais 20€.

2. VISTO

Depois, com o passaporte, até podem sair do país, mas ninguém vos garante que entram na Índia. Precisam de fazer o visto. E aqui, muita atenção. Há duas alternativas, mas aconselho-vos vivamente a consultarem o site da Embaixada da Índia em Portugal. Aqui, e unicamente aqui, têm toda a informação que necessitam. Real e fidedigna. Sintetizando: há dois vistos. O físico, que implica que se vá à embaixada, preencher papelada, aguardar pelas burocracias, ou há o visto online ou e-visa. É um pedido online, preenchem os vários campos, e recebem comprovativo de pedido visto pelo email. Depois, é ir a este site validar o código que vos foi enviado no comprovativo, e pedirem a impressão do visa onde diz print visa application.
Paguei 75€ aproximadamente. 

3. VACINAS

Nunca esquecer que estes países requerem vacinas específicas. Precisam de marcar uma consulta do viajante - em Lisboa há no Centro de Saúde de Sete Rios, e eu fiz no da Damaia - onde vos é conferido um boletim de vacinas do viajante. Cada consulta custa cerca de 4,5€ e cada vacina 20€. Eu já tinha as vacinas da Febre Tifóide e da Febre Amarela das viagens anteriores. Está última vacina é vitalícia. 

4. VOOS

Aqui deixo um bocadinho ao vosso critério. Podem comprar os voos depois de definirem o vosso trajecto, podem apenas escolher um voo de ida e volta e definir dia a dia o que pretendem fazer. Mas num país como a Índia, não recomendo. 
Assim, a única compra que fiz foi mesmo de Lisboa - Delhi e o inverso. Paguei cerca de 600€ por pessoa.
As outras viagens fui comprando consoante o percurso que desenhei e os dias que ia organizando. 

5. ITINERÁRIO 

Este ponto está interligado com o anterior. Foi preciso definir muito bem, considerando as viagens do guia da Abreu, a viagem dos meus pais, blogues e páginas consultadas e também opiniões de amigos. Só assim consegui perceber o que queria realmente conhecer.
Fiz a lista, estruturei algumas ideias e depois comprei ainda o voo para Varanasi. Se fosse hoje, tinha alterado ligeiramente a ordem das coisas. Ou seja, depois de saber muito bem que locais queria visitar, devia ter contactado logo a agência indiana que acabei por contratar.
Contratei a GETS Holiday, mas há inúmeras. Vejam no TripAdvisor, pesquisem por feedback de outros viajantes e entrem em contacto com as mais fiáveis. Eu enviei email a três, e apenas uma incluiu no plano de viagem todos os locais que queria visitar. Melhor, incluiu-me transferes, um voo interno, bilhetes e entradas para todos os monumentos, passeio de elefante*, passeio de rickshaw, e todos os hotéis em todas as cidades. 
Fiquei espantada pelo profissionalismo e rapidez com que articularam connosco e, especialmente, por terem em consideração as nossas escolhas. Paguei 800€ por pessoa.
Os hotéis, podem ser escolhidos entre as várias categorias. Nós escolhemos categoria Standart/High.
Claro que para além de providenciar tudo isto, temos sempre connosco o guia, que fala inglês, que nos transporta para todo o lado e nos explica tudo tim-tim por tim-tim - claro que vou munida com o meu caderno de notas, que isto da memória prega muitas partidas. 

6. HOTÉIS

Como reparam, foi um tópico que consegui facilmente resolver com a contratação da agência.

7. DINHEIRO

Vou levar dólares. Assim que chegar ao aeroporto, espero encontrar a tal cabine do governo indiano que a agência me falou, para trocar por rupias indianas. Não pagamos taxas, mas ainda tenho grandes dúvidas em relação a isso. Que quantidade de dinheiro levar? Depende daquilo que pretendem. Para nós, é apenas para as refeições e para prendas. Uma refeição custam em média 5€. 

8. MELHOR ÉPOCA DO ANO

A melhor altura para viajar para a Índia, para evita viajar em época de monções é mesmo entre Novembro e Abril. Se pesquisarem, encontram mil fontes a explicar o porquê. Eu cá, já fui espreitar as temperaturas e estão de 30 para cima. Vou à fresca!

9. ROUPA

Senhoras, toca a tapar as pernas, mesmo que estejam a escorrer em transpiração. Já as costas e barriga, pelo que andei a explorar, não é assim tão dramático.
Cuidado com o calçado. Sandálias podem ser um bom pretexto para que vos presenteiem com umas cacas de vaca, limpem e peçam dinheiro. Quem vos avisa, vossa amiga é!
Must have - um lenço para poder cobrir os ombros e cabeça a entrar nos templos. E, sugestão da querida mãe que sabe que preservo a minha higiene, levem meias de reforço na mochila. Em templos, deixam os sapatinhos à porta e vão a percorrer aquele chão de Deus atrás de milhentas outras pessoas que podem, ou não, ter doenças contagiantes. Eu cá, levo uma meioca, calço, e troco quando sair. 

10. SAÚDE/MEDICAMENTOS

Por favor, não bebam água da torneira, da rua, ou do gelo da coca-cola que pediram. Esqueçam. A não ser que queiram fazer como uma professora querida que tive, e ficar com uma bruta gastroenterite para emagrecer. Eu, só se for para vir de charola para Portugal. Levem tudo o que são medicamentos habituais, mais outros tantos de protecção gástrica, diarreias, água ou quaisquer hidratantes, e também um repelente que tenha um DEET de pelo menos 30€. Na consulta do viajante explicam isto tudo. 

TOTAL 

Tudo somado, fica aproximadamente nos 1600€, tudo incluído, excepto as refeições. 

Qualquer dúvida que tenham podem sempre pedir-me ajuda! Mas são etapas essenciais. O que fiz para sintetizar tudo minimamente, foi criar um EXCEL com voos, horários, hotéis, contactos e dicas.
Ajuda bastante!

*relativamente a esta questão do passeio de elefante - estava incluído na viagem, mas ambos quisemos pô-la de parte. Já vi demasiadas vezes alertas para a forma como os animais são explorados para que consigam transportar-nos. Preferi preservar isto, sei que somos apenas dois, mas se todos pensássemos assim talvez modificassem isto. Vamos de jeep, e chegamos lá na mesma!

Boas viagens ✈
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Acho que continuo de olhos fechados num estado letárgico, respiração suspensa. Mas não, não é um sonho. É uma realidade bastante completa e que me rouba umas boas gargalhadas há um ano.
Embarcámos numa aventura os dois um bocado a medo, mas com muita curiosidade do que era viver em casal. Ui no início parece tudo um festival, só amor e amassos e... um ano depois é exactamente igual, suas invejosas!
É desafiante. É uma cooperação, um jogo de necessidades que estão constantemente a precisar de ser supridas. E não estou só a falar de nós, mas também da casa.
Obras que acabaram e recomeçaram imediatamente, tão bem que ficaram da primeira vez. Sabiam que obras - em geral - levam uma pessoa ao extremo? À exaustão, ao limite a tentar perceber quando é que vamos quebrar. A mim apeteceu-me mandar os móveis pela janela e partir tudo. Mas vá, lá me controlei e conseguimos, como boa equipa que somos, pôr tudo a funcionar, com alguns sacrifícios e usufruir deste pequeno T2. 
Mas é tão bom, tão bom ter manhas e manias e mau feitio e implicar com um santo que não faz mal a uma mosca. Mas convinha que pelo menos estendesse uma roupita ou lavasse uma loucinha. Estou a brincar. Um negócio que acordámos logo desde início é que ele tratava da cozinha, das refeições, da limpeza, das gatas, das consultas, e tudo e tudo, e eu ficava a assistir. Famílias modernas. 


Mas partindo um bocado para o ridículo da questão - isto de ter uma casa é muita giro para convidar amigos, dar jantaradas, ter gatos e tal. Mas e o comum? Aquilo que reclamei infinitamente em casa dos meus pais e aqui sou eu a reclamar que não está feito? 
- Podes por a mesa enquanto acabo o jantar?
- Achas que somos da EDP? Merda das luzes sempre acesas.
- Anda cá abaixo ajudar-me com os sacos (3º andar sem elevador)
- Hoje aspiro eu e ficas tu com WC e cozinha tá?
- Arruma lá a tua roupa que já não encontro o piano aí debaixo
- Vamos ver um filme? (3 horas depois) se calhar é melhor andar para trás e ver uma série...
- Temos que comprar comida para as gatas, andam a água há um mês! (estou a gozaaaaaaar não me levem os animais!)

Cá por casa... só mais umas coisas!
  • Sou uma eterna obcecada com a limpeza e organização, e credo, acabo de estender uma máquina de roupa e já tenho a da loiça para arrumar, ou 10 kg de roupa para passar. A sério? As tarefas crescem e acumulam-se. Não podemos simplesmente tratar da roupa para sempre? Temos mesmo que a lavar e passar e arrumar? E a empregada, quando chega? 
  • Já para não falar no maior pesadelo - que por enquanto está à minha responsabilidade - fazer máquinas da roupa. Não imaginam a quantidade de chamadas que fiz para a minha mãe nos primeiros seis meses. Salvou-me sempre, não estraguei roupa. Ainda. As minhas vizinhas devem é continuar  gozar com a forma como a estendo. É digno de uma obra de arte. Mas seca sempre. 
  • Cozinhar também se revela um desafio. Eu gosto de sal. Ele não. Eu sou mais de dietas, ele é mais de meter tudo o que são especiarias num arroz branco. Eu preparo refeições, faço marmitas, deixo tudo preparado de um dia para o outro, ele acorda vinte minutos antes de sair e faz tuuuuuuuuudo. A voar. Veste preto com vermelho com castanho e azul escuro. Mas está sempre lindo.
  • Somos apologistas da poupança de água nos banhos! 
Isto para dizer que sou - somos! - muito feliz há um ano. Como assim, não viemos há uma semana?
É incrível a forma como duas pessoas se começam a articular, com algum jogo de cintura, cedências de ambas as partas e tudo flui. Há crises. Há. Mas passam e levam-nos a uma organização e coordenação muito melhores. 
Não acreditem que é tudo facilidades e que as tarefas se fazem sozinhas. Requer organizar, estipular prioridades, fazer um calendário com tarefas. Mas o mais importante, para além das obrigatoriedades, é rir muito, fazer muita cócega, muita ronha no domingo, preparar refeições surpresa com carinho, beber um gin ao fim de um dia difícil, ver o por-do-sol da janela, montar a árvore de natal, namorar muito com velas por todo o lado... e fazer crescer aquilo que nos faz realmente feliz. Um rema de um lado e o outro rema do outro. E o barco vai navegando.

Acho que te devo um enorme obrigada. Porquê tu já sabes!


Sejam felizes ❥ eu, tu e as miúdas, somos muito, muito ❥
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Verdade verdadinha. Não é "a" viagem, porque creio que todos os anos crescemos um bocadinho mais e, connosco, cresce também o sonho de conhecer outro pedaço de terra, mas é mais uma viagem de sonho.
Este ano impuseram-se diferentes prioridades, diferentes desafios, desde a mudança de emprego, o curso de fotografia, o de costura, o gerir a minha primeira casa, e com isso as responsabilidades alinharam-se. Ou deviam.
Quero com isto dizer que fui tremendamente aconselhada - por uma das pessoas que mais me inspira a viajar - a fazer uma espécie de stand-by nisto de viajar constantemente. Como assim? Acho que não ouvi bem... 
Querido pai, sei bem que me lês - "que se lixem as finanças, viaja, que é o melhor que se leva desta vida" querias tu dizer!!! Certo? Certo.
Parece que segui mesmo esse conselho - e decidi investir num dos destinos mais inspiradores, arrebatadores, tingidos de cultura e com cheiro a liberdade. Sinto um fervilhar de emoções com tudo aquilo que já estudei e pesquisei e já estou naquela fase em que só quero ir.

Acredito veementemente que todas as viagens se vão construindo com o tempo. Quero com isto dizer que os projectos se iniciam muitos anos antes de os concretizarmos. Com os livros que vamos lendo, os filmes arrebatadores que nos assombram durante meses, as organizações e voluntariados que afinam alguns dos nossos ideais.

Com a Índia não foi diferente. Namorei a viagem que os meus pais fizeram e desde esse dia comecei a sonhar. E a bem dizer, a alinhar todas as estrelinhas para que fosse possível entrar num avião com destino Delhi. 
E mesmo quando os peritos das agências de viagens mais conceituadas e aventureiras de Portugal te dizem que és louca, que por mais viajada que sejas não é uma viagem para se fazer sozinha, que a Índia não é um país fácil... sorri e acenei!

E a verdade é que falta pouco, pouco tempo para me fazer a estrada! Mas verdade também que estou há praticamente seis meses (mais talvez, perco a noção do tempo!) a organizar tudo para que nada falhe. Nisto de termos em nós a mania de organizarmos viagens como se fossemos agências, pode nem sempre correr bem. Mas tudo se consegue.

Vou deixar depois os principais tópicos e dicas a quem quer fazer também esta viagem. Claro que só depois de voltar posso garantir que correu tudo como planeado, mas ficam já as ideias principais, boa?



Boas viagens ➹



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Podemos ultrapassar os formalismos e passar brevemente para a parte em que somos-felizes-para-sempre? Fosse assim tão fácil e há muito tempo que teria desaparecido pelos confins desta fotografia, sem nunca mais querer cair na real. A realidade dói, é penosa, envolve algum sacrifício e amor pela camisola. E eu quis mesmo acreditar que tinha escolhido a minha realidade dolorosa, aquela pela qual ia dar o litro e o quilo, e receber em retorno tudo ou mais daquilo a que lhe dedicaria. Mas a realidade dói, mesmo. E por perceber que, infelizmente, são mais as derrotas - pessoais - que as vitórias profissionais, optei por dar uma volta de muitos graus, ao ponto de ficar zonza e cair redonda no chão, cheia de medo de arriscar. Mas das lições giras que vamos tirando disto tudo, é que é mais provável riscar sonhos da lista quando arriscamos saltar além da zona de conforto.
Não é fácil, garanto-vos: trocar o conforto, o salário, a estabilidade, os colegas do caraças, a experiência e a profissão que escolhemos abraçar - por um mundo novo que não fazemos ideia do que nos pode acrescentar. Mas hoje, sem vacilar, vos garanto também: trocava todos os dias, e troco, os turnos instáveis, por uma rotina que na minha vida inconstante me garante algum conforto, as noites sofridas e intermináveis, pela companhia da minha família, na minha casa, e a incoerência pela criatividade. 
O mundo da enfermagem contagiou-me, seduziu-me e continua a fazer-me crer que o nosso melhor pode mesmo acrescentar algo à vida de alguém. E o melhor disto tudo, é que apesar de ter abdicado da carreira hospitalar, posso continuar a implementar os meus projectos naquilo que para mim sempre fez mais sentido nesta profissão - educar. A deseducação, o stress, a desmotivação estavam a trair a imagem que criei com carinho da profissão que escolhi. E continuo a recusar-me a conciliar conformismo com quero-ser-feliz.
Arrisquei. Tirei uma carta do baralho, mesmo sem saber jogar. Mas acredito que o nervosismo do desconhecido me leva sempre a querer saber mais e a acrescentar mais à pessoa que quero ser. 
Todos os projectos podem ser experiências que nos encham as medidas, os sonhos e o coração, desde que nos proponhamos a isso.
O relógio acaba sempre por despertar. Esgotam-se os minutos, urge a mudança e quando olhamos à nossa volta, quase num rodopio, percebemos e visualizamos tanta coisa que continua a acontecer... porque permanecemos nós onde não queremos estar?
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Que maio seja o mês.
O mês de libertar, restaurar, respirar. 
Que nos permita desprender do peso dos dias, que permita novamente a rotina, a paz e a calma que congelamos nos momentos bonitos.
Nem todos os dias encontramos a mesma força, a mesma dedicação aos outros e a nós próprios. Haja calma para aceitar a revolta, o medo, a insegurança. Haja sempre chão, para nos voltarmos a erguer, depois de quebrar. 
Que seja o mês de ponderar prioridades, de encontrar estabilidade com os pormenores inespecíficos da vida
Que seja sobre viver, intensamente, e acreditar sempre que a felicidade é um pouco de altos e baixos, e nunca de proporções irrealistas e de sermos-felizes-todos-os-dias.
Que seja um mês realista. Capaz de nos fazer cumprir objectivos.
Que maio seja o mês bonito que é capaz de ser.
Que não nos faça perder tempo, quando tempo é tudo aquilo que mais precisamos.
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Mesmo numa divisão mais pequena, há sempre um recanto que não tem grande potencial, ou simplesmente não encontrámos ainda uma finalidade para o preencher. Quanto a mim, nada mais interessante que trazer o jardim de fora para dentro, não fosse eu miúda da cidade encantada pelo campo. E qualquer pedaço de parede, ou esquina pouco trabalhada, servem para tornar a casa mais viva, mais fresca e colorida. As minhas inspirações para o meu pequeno jardim interior basearam-se em manter os padrões e cores já associadas ao hall de entrada, com recurso a cestas de verga, mantas e as mesas de apoio em madeira. Garantidamente, uma conjugação segura e confortável. Às plantas e vasos, nunca as velas se apegaram tão bem. Ficam as ideias, e depois o resultado real.









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Celebrações de dias importantes, com pessoas importantes, merecem escolhas acertadas e horas bem passadas. Eis que a família foi experimentar a gastronomia oferecida pelo The Decadente, que só por si já merece muitos pontos pela localização. Cruzam-se as portas e damos de caras com o nosso tão querido Miradouro de São Pedro de Alcântara, que, ao fim de semana, nos presenteia com movimentação, música, e feiras de iguarias e tantas outras coisas para nos podermos estragar.
Ambiente descontraído, que conta ainda com a oferta de um terraço - estava cheio, com muita pena nossa - pessoal dedicado e com um sentido de humor arrojado, somos rapidamente atendidos e é-nos servida a sangria de espumante com maçã verde. Os pratos, cada um mais delicioso que o outro, chegam servidos em tábuas de ardósia ou numa empratamento original. 
Nenhum de nós resistiu, e ainda que satisfeitos, conseguimos arranjar espaço para sobremesa. Escolhemos duas - uma de chocolate, outra de maçã. Julgo que as imagens fazem jus ao sabor. 
Significado de satisfação? Vale aqui. 

 
 


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Inês | 24 anos | Lisboa | "O mundo é por aqui"

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